Pesquisa mostra importância das florestas na manutenção das vazões de águas

22/04/2018 11:10

Apresentação dos resultados da dissertação por Geovano Pedro Hoffmann, integrante do LAAm.

A pesquisa Efeitos da modificação do uso da terra sobre o comportamento do escoamento em área de descarga do Sistema Aquífero Integrado Guarani/Serra Geral (SAIG/SG), foi desenvolvida por Geovano Pedro Hoffmann em sua dissertação de mestrado, que está vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Geografia/UFSC. O desejo pela temática da pesquisa partiu do interesse de Geovano em vincular sua pesquisa prévia, que versou sobre O uso da terra e a influência sobre o volume das águas na Bacia do Rio Biguaçu – SC, ao Projeto Rede Guarani/Serra Geral.

Os resultados comprovaram os efeitos da modificação do uso e cobertura da terra nas variações do fluxo subterrâneo das águas, a partir da interferência de ações antropogênicas, decorrentes do processo histórico de ocupação e apropriação do espaço e, que acarretaram transformações da paisagem, próprias de âmbito local, mas que também apresentaram influências de processos de escalas espaciais mais abrangentes, inclusive globais, tal como ocorridas no mundo, e no Brasil, a partir da segunda metade do século XX.

A área de estudo abrangeu a seção da porção superior da Bacia Hidrográfica do Rio Canoas/SC, tendo como exutório, a estação hidrometeorológica Vila Canoas/SC, na qual estão inseridos os municípios de Urubici, Rio Rufino e pequena parte do município de Bom Retiro. Ela se conforma como um excelente espaço, senão o único em Santa Catarina, que permite ser realizada a avaliação da interação aquífero-rio,  pois nela o SAIG/SG ocorre em altitudes acima do nível de base da bacia hidrográfica.

O estudo de caso discute ainda estratégias de reconfiguração do uso e cobertura da terra nas bacias hidrográficas, apropriadas à conservação das águas do SAIG/SG, como mecanismo da gestão integrada de águas, que possam, além de reduzir a explotação do sistema hidrogeológico, também estimular a recarga de águas subterrâneas e a consequente manutenção das vazões dos cursos d’água na bacia hidrográfica.

A pesquisa, financiada pelo projeto Rede Guarani/Serra Geral, inova no âmbito de trazer uma metodologia que pode estimar flutuações do regime de águas em sistemas aquíferos para bacias hidrográficas onde não há informações contínuas e históricas acerca das vazões. Desta forma, espera-se poder aplicar a mesma para outras áreas de abrangência do SAIG/SG.

Texto: Geovano Hoffmann

Revisão: Arthur Nanni

Águas do SAIG/SG são estudos de caso em TCCs da Geologia

25/12/2017 00:06

Nos dias 29 e 30 de novembro foram apresentados dois trabalhos de conclusão do curso de Geologia, que são frutos da atividades do LAAm em parceria com a com a Rede Guarani/Serra Geral, Comitê Jacutinga e Laboratório de Hidrogeologia da UFSC.

Mariana Blank apresentando os resultados do estudo.

Mariana Muniz Blank apresentou o estudo de caso Caracterização hidroquímica e estrutural do Sistema Aquífero Integrado Guarani/Serra Geral nos municípios de Águas Frias e Quilombo, SC. O estudo destaca o caráter integrado dos sistemas aquíferos Serra Geral e Guarani nesses municípios, onde são evidenciados processos de recarga ascendente e mistura de suas águas, através das características hidroquímicas, da condição potenciométrica local e pela manifestação de surgências espontâneas de águas profundas em superfície. Estas evidências reforçam a necessidade de gestão integrada desse sistema e demonstram a vulnerabilidade do SAIG/SG às atividades de fraturamento hidráulico (fracking), cujos riscos gerados em alta profundidade podem comprometer a qualidade das águas subterrâneas.

Já Ericks Henrique Testa, apresentou os resultados do estudo a respeito da Qualidade das águas subterrâneas de consumo humano nas comunidades rurais da Bacia Hidrográfica do Rio Jacutinga, Oeste de Santa Catarina. O estudo diagnosticou a qualidade da águas subterrâneas para consumo humano em poços comunitários da Bacia Hidrográfica do Rio Jacutinga, através da elaboração de um Índice de Qualidade das Águas Subterrâneas (IQAS) específico para esta bacia. Com isso, foi possível identificar os poços mais problemáticos e os principais parâmetros limitadores da qualidade de suas águas, oriundos  principalmente de fatores externos, como as altas concentrações de E. coli. Dessa forma, o IQAS mostrou-se uma importante ferramenta de gerenciamento junto ao Comitê do Rio Jacutinga. Além disso, o estudo buscou conhecer a realidade de cada comunidade em relação a outras formas de captação de água, mostrando as potencialidades da região através da utilização de nascentes e da água de chuva como complementação ao abastecimento usual, em um contexto de gestão integrada das águas.

Texto: Mariana Blank e Ericks Testa

Revisão: Arthur Nanni

Equipe do LAAm publica artigo na GEOSUL

13/07/2017 23:29

Visão panorâmica da Bacia do Rio Biguaçu na porção central do litoral catarinense

A equipe do LAAm publicou artigo O uso da terra e a sua influência sobre o volume das águas na Bacia do Rio Biguaçu/SC, na edição de julho/2017 do periódico Geosul. O trabalho é derivado do trabalho de conclusão de curso em Geografia de Geovano Pedro Hoffmann e desenvolvido sob a orientação do prof. Arthur Nanni.

A temática partiu das evidências de que mesmo com o aumento dos volumes pluviométricos desde a década de 1980 para a região, refletindo em aumento da frequência de enchentes e inundações, a percepção da população local divergia quanto a permanência das águas na bacia hidrográfica, indicando que, no mesmo período houve uma redução do nível mínimo das águas.

Aplicando-se a abordagem da análise ambiental sistêmica, foi avaliada como a alteração do uso e cobertura da terra está interferindo na dinâmica hidrológica da bacia hidrográfica em questão, a interferência dos trechos fluviais retilinizados e quais as perspectivas e recomendações, frente ao futuro cenário de expansão da área de aglomeração urbana da Grande Florianópolis sobre a bacia hidrográfica.

Texto: Geovano Hoffmann

Equipe do LAAm amostra águas no oeste catarinense

17/03/2017 23:05
Determinação de parâmetros em campo.

Determinação de parâmetros em campo.

A equipe do LAAm prossegue com as atividades da Meta 1 – Componente 1 do projeto Rede Guarani/Serra Geral. Entre os dias 13 e 15 foi realizada uma campanha de amostragem de águas subterrâneas nos municípios de Águas Frias e Quilombo, situados no oeste catarinense. A atividade contou com a parceria com a AMOSC e EPAGRI e teve como objetivo a coleta de águas de poços tubulares do Sistema Aquífero Integrado Guarani/Serra Geral (SAIG/SG). A região possui fontes com águas sulfurosas que indicam recarga ascendente de águas subterrâneas profundas evidenciando a interconexão entre os aquíferos que constituem o SAIG/SG. A amostras seguem agora para a determinação de parâmetros físico-químicos, com intuito de diagnosticar diferentes tipos de águas, bem como sua proveniência na coluna hidroestratigráfica. A campanha contou com a participação da engenheira química Juliana Guarda do CIDEMA (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Meio Ambiente) e da química Adriana Klock, responsável técnica do laboratório do Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar da EPAGRI em Chapecó.

Em campo, foram determinados parâmetros como pH, condutividade elétrica e temperatura das águas. Em laboratório serão ainda avaliados cálcio, magnésio, sódio, sulfatos, cloretos, fluoretos e bicarbonatos. Com os resultados, espera-se compreender os processos de interação entre as águas do SAIG/SG na região, utilizando-se como base a evolução hidroquímica e as fácies típicas dos diferentes aquíferos. Os resultados são parte fundamental para o entendimento dos processos de mistura de águas, recargas ascendentes e vulnerabilidade do SAIG/SG. Além de atender ao trabalho de conclusão de curso da graduanda em geologia Mariana Blank os dados irão abastecer a base de informações da Rede Guarani/Serra Geral e servirão também para definir critérios de vulnerabilidade e risco à contaminação vinculados aos aquíferos.

Guia do Usuário oficial do QGIS para versão 1.7.4

13/07/2012 23:19

É com grande prazer que a equipe do LAAm em conjunto com a Comunidade QGISBrasil anuncia o Guia do Usuário oficial do software Quantum GIS (QGIS) em português brasileiro. Escrito para a versão estável 1.7.4 do QGIS, o Guia do Usuário conta com 291 páginas, muitas seções e trás um tópico adicional “Usando Complementos Externos”.

A tarefa de construção do Guia do Usuário do QGIS teve início há mais de um ano com o projeto de extensão “Adequação do Aplicativo Computacional Quantum GIS, um Sistema de Informações Geográficas para o Público Brasileiro” coordenado pelo professor Arthur Nanni e contou com a participação de estudantes do curso de geografia e usuários do QGIS espalhados pelo Brasil.

O Guia do Usuário em português é baseado na versão original em inglês, porém com cara brasileira, pois foi confeccionado com quase a totalidade das telas baseadas na interface do QGIS em português . Mais do que isso, trás consigo um novo banco de amostra com bases vetoriais e raster, que tornam mais familiar o aprendizado ao usuário brasileiro.

O lançamento do manual para a atual versão estável 1.7.4 do QGIS marca o aniversário de 2 anos da comunidade QGISBrasil e é, com certeza, o fruto de maior significância dessa caminhada inicial.

Cunhado por muitas cabeças e mãos, esta obra apresenta carências e erros que, com a surgência de suas novas edições que acompanharão as futuras versões do QGIS, serão aos poucos resolvidos para que tenhamos um produto cada vez mais confiável para orientação no aprendizado do QGIS.

Saiba mais diretamente no site da Comunidade QGISBrasil

Atlas Ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá – SC

30/04/2012 03:02

O Atlas Ambiental da Bacia do Rio Araranguá se constitui num estudo interdisciplinar, tendo como base teórica a perspectiva geossistêmica.

O Atlas reúne informações de pesquisas realizadas por pesquisadores dos Laboratórios de Análise Ambiental, de Geoprocessamento, ambos vinculados ao Departamento de Geociências e pelo CIDADHIS do Departamento de Arquitetura da UFSC.